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Foto/Imagem Correio

Gil, Nando e Gal misturam gerações no show Trinca de Ases

Evento aconteceu em Salvador na noite do domingo (15), na Concha Acústica


Mas os bons espantos não pararam por aí. Os artistas ainda interpretaram músicas de outros nomes da MPB, como foi o caso de Dois Rios, canção da banda Skank. Ainda teve som internacional, com Lately, de Stevie Wonder, na voz de Gil, que ainda brincou com partes em português.

Em meio às surpresas, uma declaração para a Bahia. Nando Reis exclamou ao tom da luz azul: “É sempre emocionante estar aqui, nessa terra de arte bonita. Foi com esses dois baianos que encontrei, de fato, a música, e estar na terra deles é uma honra”, manifestou o compositor. 

Na sequência, pedidos foram atendidos por Nando, mesmo que sem saber, com uma das músicas mais animadas do cancioneiro solo do ex-Titãs, Por Onde Andei. Mas se em All Star os coros eram altos, foi em O Segundo Sol, ainda de Nando, que o som foi ainda mais belo e ensurdecedor. Após, Gil cantou Nos Barracos da Cidade, música de efeito catártico no atual momento político do Brasil. Parceria de Gil com Liminha, Nos Barracos da Cidade foi o fecho inesperado de show que, no bis, esboçou clima de festa com A gente Precisa Ver o Luar, de Gil e Barato Total, além de repetir O Segundo Sol, com os três artistas unindo vozes e gestos. 

Relicário e Refavela são somente alguns dos outros títulos não esquecidos. Com o repertório, Trinca de Ases ganha o jogo, sobretudo, por ser mais do que MPB misturada. Em época de pop firme e outros gêneros ganhando espaço, as três figuras, entre estarem de pé e sentados, comprovaram que a MPB continua com dedos firmes, unindo idades e trazendo o lembrete de que a mesa da vida faz ganhos quando é sobre perder: o preconceito.


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